A direção de Eduardo Figueiredo equilibra a erudição renascentista com o teatro contemporâneo, construindo uma dramaturgia marcada pela imagem, para junto com o poder de Leona trazer mais força ainda ao texto; ao mesmo tempo que consegue trazer uma forma muito mais palpável ao público em geral de sentir e absorver um texto com variadas e profundas referências filosóficas e mitológicas.
O figurino veste a Loucura com pompa de monarca do absurdo, cabeças múltiplas, múltiplas cabeças, lindas botas, plumas, tecidos nobres e adornos que realçam a teatralidade do poder sem jamais sobrecarregar a movimentação ou o visagismo da cena. A iluminação de Gabriele Souza desenha clarões dourados e sombras recortadas que acompanham as mutações da atriz, em simbiose com a trilha sonora executada ao vivo, por Violoncelo e Percussão, cujos acordes e tambores ditam o ritual.